No dia 29 de novembro, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG realizou seu I Simpósio de Prevenção e Tratamento de Lesão por Pressão, em alusão ao tema, que é celebrado anualmente no mesmo mês. O evento contou com a participação de 51 profissionais de saúde, que assistiram a palestras informativas, mesas-redondas e praticaram atividades de prevenção e tratamento de feridas em pacientes. A iniciativa teve por objetivo atualizar e compartilhar novos conhecimentos com a equipe multiprofissional do HGG, estudantes e gestores no serviço de saúde.
Durante o evento, os presentes também participaram do Workshop de Desbridamento Mecânico, um treinamento prático voltado para o desenvolvimento de técnicas de remoção de tecidos mortos ou infectados em feridas, procedimento essencial para o tratamento de lesões crônicas e/ou infectadas. A atividade foi realizada em peça realística, proporcionando uma experiência próxima da prática clínica.
A estudante do curso de técnico em enfermagem, Raimunda Leandro Pereira, 50 anos, comenta que um dos principais motivos de querer atuar na área da saúde vem de casa. “Já crescemos aprendendo coisas básicas, para o nosso cuidado no dia a dia. Então, eu acho esse assunto interessante, não sabia quase nada, pesquisei muito e participei do evento com a intenção de aprender.” Faltando cerca de um ano para a conclusão do curso, a participante do simpósio comenta que tem boas expectativas em relação ao trabalho na área da saúde. “Espero me adaptar, com paciência e muita calma, para me aperfeiçoar em meus atendimentos.”
Para a enfermeira do Controle de Infecção do Instituto de Neurologia de Goiânia, Maria Elisa Galdino Sampaio, 24 anos, que também participou do simpósio, o treinamento para aprimorar as habilidades dos profissionais e elevar a qualidade do cuidado no tratamento de feridas é fundamental para um bom atendimento. “Convivemos com situações como esta todos os dias. Essa temática é muito interessante e está ligada diretamente a enfermagem. Essas lesões são muito comuns, principalmente na unidade de terapia intensiva. Então, precisamos nos atentar a essa frente de trabalho, pois é muito significativo e relevante”, pontuou.
A enfermeira Raíssa Siqueira Gonçalves, 34 anos, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Jaraguá Dr. Sandino de Amorim – Heja comenta que a experiência foi estimulante. “Eu não tinha tido a oportunidade de praticar o desbridamento de feridas até agora, para mim que não tenho esse hábito foi maravilhoso aprender e saber que com essa experiência posso ajudar outras pessoas. além disso, achei muito rico toda as explanações e o treinamento prático. Nos explicaram as técnicas nos mínimos detalhes, temos que ter muita atenção porque é um procedimento delicado, mas com o apoio da facilitadora foi possível aprender minuciosamente”, considerou.