23/04/2025 - HGG realiza Oficina de Arte para pacientes internados na unidade de saúde



Iniciativa busca utilizar a arte para aliviar o estresse e tensão que surgem no tratamento, humanizando o ambiente hospitalar

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realizou, na tarde desta terça-feira (22), mais uma edição da Oficina de Arte com os pacientes internados na unidade e seus acompanhantes. Com mais de 10 anos de existência, o projeto tem como objetivo utilizar a arte como instrumento de humanização do tratamento hospitalar.​

Com auxílio do artista plástico Alexandre Liah, dezenas de obras são produzidas quinzenalmente no Jardim da Solistência, espaço presente na unidade. Seguindo uma metodologia lúdica que une a pintura à natureza, os pacientes podem escolher os temas de suas obras e experimentar as tintas nas telas. A iniciativa reforça o compromisso do hospital com uma assistência integral, promovendo saúde também por meio da cultura, da sensibilidade e da valorização da arte no processo de recuperação.

“Não estamos fazendo apenas uma recreação, estamos trazendo um resgate de memória, de aconchego”, afirma Liah, ao explicar que não enxerga os participantes de sua oficina como pacientes, mas sim como artistas. Segundo o instrutor, a experiência serve não apenas como distração, mas como forma de melhorar o processo de recuperação de quem está internado na unidade. “Eles conseguem esquecer que eles estão numa situação de vulnerabilidade”, resumiu.

Quem vive na pele

Estefany Laiany, de 25 anos, está internada no HGG há 15 dias. Antes disso, já passou certo tempo na unidade em setembro de 2024. Em ambas as vezes, a arte serviu como refúgio. “Me ajuda com a ansiedade, esqueço um pouco os problemas. Venho perguntando [da oficina] desde que cheguei aqui”, explicou. Mesmo nunca tendo tido contato com a pintura, sua obra feita na oficina inspirou, e Estefany já dava alguma orientação aos colegas.

Yasmim Alves, de 16 anos, nunca teve contato direto com as tintas e os pincéis, mas, nos cinco dias em que esteve internada na unidade, deu uma primeira chance para a pintura. Ela reforça o papel de iniciativas envolvendo a arte para aliviar a tensão e o estresse que surgem durante o processo de tratamento. “Quero fazer de novo, mas fora daqui, se Deus quiser”, finaliza bem humorada.



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