Pacientes que aguardavam atendimento no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (Cead) na manhã do dia 08 participaram de uma palestra sobre aplicação, armazenamento e transporte da insulina. Essencial para o tratamento do diabetes, o medicamento possui diferentes formas de apresentação e modos de uso, o que pode gerar dúvidas. Durante a atividade, a equipe de enfermagem do HGG esclareceu as principais questões dos pacientes, contribuindo para o combate à desinformação e promovendo o uso correto da insulina.
Maria Raimunda de Souza, de 62 anos, vive com o diabetes há mais de 20 anos e conta que, no início, a adaptação “foi um pouquinho complicada, porque mudou toda a rotina”. As mudanças na alimentação, o acompanhamento médico e a aplicação regular de medicação acabam impondo desafios para esses pacientes. Para Maria, as orientações da equipe multiprofissional do Cead ajudaram a se habituar ao novo cotidiano e hoje ela afirma que é importante “manter a calma, porque não é um Bicho Papão. A vida continua, desde que você siga o tratamento direitinho”.
“Minha mãe reclamava muito de dores nos pés, muito mesmo, dores intensas com pontadas”, Maria Aparecida de Jesus explica o início da relação de sua mãe, Elizabete Alves de Jesus, com a diabetes. Contou ainda que são mais de 10 anos lidando com a doença e dá conselhos para pacientes que foram recentemente diagnosticados: “confiem na medicina, siga o tratamento à risca. Se não seguir, não adianta nada”.
Nahiany Francielly, enfermeira do Cead, relata que “muitos pacientes que chegavam aqui, chegavam com informações incorretas ou às vezes sem informação nenhuma”. Formas irregulares de aplicação, conservação e transporte dos diferentes tipos de insulina podem acarretar em complicações aos pacientes, portanto, não existe espaço para desinformação. “Às vezes acham que estão fazendo certo, e não estão, e é porque faltou essa informação”, concluiu.