26/06/2025 - Garantindo a implantação efetiva de tecnologia inédita no SUS, HGG realiza ação concentrada com o Serviço de Coloproctologia



Ao todo foram realizados 15 procedimentos nos dias 21 e 22 de junho

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realizou, nos dias 21 e 22 de junho, uma ação concentrada do Serviço de Coloproctologia para implantar, de forma efetiva, as tecnologias de laser de CO² fracionado e diodo na unidade. A iniciativa marca a introdução dessa tecnologia inédita no SUS, com o objetivo de reduzir a fila de espera por procedimentos e, ao mesmo tempo, capacitar profissionais do hospital e de outras unidades de saúde do estado no uso das novas técnicas. Ao todo, foram realizados 15 procedimentos para o tratamento de doenças como hemorróidas, fístulas anais e cistos pilonidais.

A chefe do Serviço de Coloproctologia do HGG, Albanice de Lima, destacou o sucesso da ação. A especialista resume as vantagens da adoção da nova tecnologia: “É benefício tanto para o paciente, que tem uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, quanto para o hospital, que consegue reduzir os custos tratamentos dessa natureza e acelerar o atendimento”. Em momento posterior, os equipamentos de laser poderão ser aplicados também nas áreas de Otorrinolaringologia, Cirurgia Plástica e na Ginecologia.

O coloproctologista Fabrício Doin Paz, secretário geral da Sociedade Brasileira de Laser em Medicina e Cirurgia, realizou uma aula virtual antes do início da ação concentrada com os fundamentos dos equipamentos de diodo e CO² fracionado. Para ele, a adoção da técnica possibilita “mudança do perfil do pós-operatório do paciente” já que, uma recuperação que levava até 60 dias fazendo uso dos métodos convencionais, agora é concluída entre sete e quatorze dias com o uso do laser. “Com o investimento em tecnologia, aumentamos a resolutividade do sistema de saúde e também conseguimos fazer quase 90% das cirurgias orificiais em regime ambulatorial, sem internação”, concluiu.

Raymara Mendes, residente do Serviço de Coloproctologia, reforça a importância da prática na formação, complementando as aulas teóricas que já vinham sendo ministradas. “Como estudantes, a gente sai da residência com uma bagagem ainda maior, que instrumenta o nosso trabalho com técnicas atuais, e isso tudo é devido ao SUS ainda”, resumiu.

“A prática é o que vai te dar a experiência, que vai te dar o domínio da técnica do laser”, afirma Leonardo Tavares, coloproctologista de Anápolis, reforçando o valor da ação concentrada para a formação dos profissionais da área. Por mais que os lasers de CO² fracionado e de diodo sejam tecnologia recente, a tendência é que ela ganhe cada vez mais espaço na rotina hospitalar.

Quem vive na pele

Elza Regina Pinto Fernandes, de 57 anos, é uma das pacientes que participou da ação concentrada deste fim de semana. “Quando vi que fui chamada, fiquei numa felicidade só”, explicou. O uso de uma tecnologia inédita em seu procedimento foi uma surpresa para ela, que teve alta um dia após a realização da operação. “Pensei que ia demorar mais para voltar para casa. Foi até uma surpresa essa alta tão rápido assim”, afirmou aos risos.

Da mesma forma que Elza, o jovem aprendiz Matheus Gomes Ribeiro, de 18 anos, foi internado na sexta-feira, realizou a cirurgia no sábado, e já teve alta médica no domingo. Ele, que veio de Águas Claras, estava receoso com o tempo de recuperação do procedimento pois acabou de começar a trabalhar em uma nova empresa. “Quando soube que em uma semana eu já estaria recuperado, fiquei muito feliz, aliviado”, resumiu.



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