Profissionais das policlínicas estaduais de Formosa, Goianésia, Quirinópolis e São Luís de Montes Belos participaram de uma reunião virtual com a equipe do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG e representantes da Gerência de Atenção às Populações Específicas - GERPOP/SPAIS da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), com o objetivo de divulgar o Manual de Orientação para Serviços de Psicologia de Ambulatórios do Processo Transexualizador elaborado pelos psicólogos do HGG Bruno Fernandes Borginho e Mariana Batista Leite Leles, reforçando a capacitação técnica de profissionais que atuam nos ambulatórios especializados no tema.
O manual busca padronizar e qualificar o atendimento psicológico prestado às pessoas em processo transexualizador. A publicação orienta desde a condução dos atendimentos até a elaboração de documentos necessários para o encaminhamento de pacientes aos procedimentos clínicos e cirúrgicos realizados no HGG, unidade referência na realização dessas etapas.
“O manual tem a finalidade de auxiliar as equipes de psicologia na condução dos casos e na elaboração de documentos técnicos, garantindo mais segurança tanto para os profissionais quanto para os pacientes. Esse alinhamento contribui para minimizar falhas na preparação das pessoas atendidas e maximizar a eficiência dos encaminhamentos, fortalecendo o cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Bruno Borginho.
A capacitação, conduzida pela equipe do HGG, permitiu a troca de experiências entre os profissionais das unidades e o alinhamento de fluxos assistenciais. Ainda de acordo com o psicólogo Bruno Borginho, também responsável pela condução do treinamento, a participação ativa dos profissionais das policlínicas demonstrou o compromisso das equipes com a qualificação do serviço. “Os participantes estavam engajados no treinamento, esclarecendo dúvidas e demonstrando zelo pela construção de fluxos e documentos próprios para a efetivação do serviço nas policlínicas. Foi um momento importante para que os profissionais de psicologia se sentissem mais confiantes com um documento norteador”, afirmou.
Segundo ele, também foi essencial para que as coordenações compreendessem a complexidade do atendimento psicológico nesse processo, que envolve múltiplas questões de saúde mental e cujos procedimentos clínicos ou cirúrgicos podem impactar significativamente o bem-estar do paciente, dependendo de como são conduzidos.
A subcoordenadora de Atenção à Saúde da População LGBTQIA+ da SES, Andréa Costa, presente na reunião, ressaltou o papel da parceria institucional e da qualificação contínua das equipes. “Essa atividade foi articulada em parceria com a Gerência de Populações Específicas da Secretaria Estadual de Saúde, que tem acompanhado de perto as necessidades das unidades e fortalecido ações de apoio e qualificação voltadas à população LGBTQIA+. Foi um momento de troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e alinhamento de fluxos para aprimorar o cuidado ofertado em toda a rede”, avalia.