Colaboradores e servidores da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos – Rede Hemo participaram de mais uma agenda da iniciativa científica, desta vez com o tema fenotipagem eritrocitária. A formação, que aconteceu na manhã desta terça-feira (15) em formato híbrido, busca preparar as equipes de todo o estado para lidar com diferentes tipos de sangue raro, aqueles que fogem da classificação mais conhecida (ABO e RH) e que podem afetar o momento da transfusão. A Rede Hemo, por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa, reforça seu compromisso com a atualização do conhecimento científico aplicado no cotidiano das coletas e transfusões sanguíneas e com a capacitação de sua equipe, a fim de oferecer um serviço mais completo e seguro aos doadores e pacientes.
Jivago Carneiro Jaime, biomédico do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz – Hemogo responsável pela discussão, explica que, “no senso comum, quando você pensa em algum tipo de procedimento hemoterápico, todo mundo conhece o sangue ABO e RH”, mas existem aproximadamente 40 sistemas de natureza semelhante a serem analisados. Quando ignoramos esses fatores, é possível que a transfusão de uma bolsa de componente hemoterápico da mesma tipagem ABO e RH que o receptor possa causar reações. Essas reações podem variar, tendo como exemplos possíveis “danos renais” e, em casos mais graves, “até mesmo o óbito”.
A quantidade de doadores compatíveis com algumas condições raras de fenótipo é fator que impõe obstáculos para atendimento rápido dessa demanda.
A gerente de distribuição do Hemocentro Coordenador, Ana Paula Faleiro, explica que a testagem ampliada das características das hemácias dos doadores e dos receptores já é feita na rede antes de cada transfusão. “A gente vai conhecer a estrutura dessa hemácia do paciente, para que, desde a primeira transfusão, a gente já consiga encontrar essas bolsas que sejam compatíveis e garantir uma segurança transfusional maior”, resumiu.
A biomédica do Hemocentro Coordenador, Reggiane Tessari, reforça a maior dificuldade que se tem em conseguir bolsas de sangue raro, devido a questões de incidência dessas características na população, logística de comunicação e transporte junto ao Ministério da Saúde e limitações de tecnologia. Nesse sentido, ela elogia a iniciativa no sentido de aprimorar a qualidade do serviço oferecido: “O conhecimento multiplicado também salva vidas”.