05/08/2025 - Oficina de Arte no HGG traz alívio e esperança para pacientes internados na unidade



A pintura serve como aliada para diminuir estresse e ansiedade comuns em períodos de internação

Pacientes internados no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG participaram, na tarde do dia 29, de uma Oficina de Arte no Jardim da Solistência. Com telas em branco, pincéis e tintas, os artistas colocaram suas emoções para fora, contribuindo positivamente com sua saúde mental durante o período de internação. Quinzenalmente, o artista plástico Alexandre Liah traz o projeto para a unidade de saúde reforçando o compromisso com a humanização do tratamento no HGG.

A paciente Irany Pereira da Silva, que estava internada há duas semanas, pintava uma tela ao lado de sua neta, Rammya. Na pintura, a casa onde a paciente morou durante sua adolescência, em Iaciara, Goiás. “Meu pai sempre tocava uma chácara, com uma cachoeirinha no fundo. Morei lá até meus 15 anos, mas agora, é só pintar a saudade”, compartilhou Irany. Para ela, o contato com a arte traz respiro em meio ao contexto hospitalar: “A gente fica muito tempo dentro do quarto, presa, aí quando fazemos a pintura, esses pensamentos ruins ficam para trás”, concluiu sorridente.

“Agora, nesse momento aqui, está aliviando a minha mente”, compartilhou o designer gráfico Helren Almeida, internado já há seis dias no HGG. Ele explica que, segundo suas previsões, ele iria permanecer três dias internado, entretanto, uma infecção imprevista surgiu e atrasou em mais de 10 dias seus planos. “Como eu sou autônomo, eu tenho que retornar para o meu serviço, então eu tenho estado muito ansioso”, lamentou. Com a oficina, as preocupações deram uma pausa: “me ajudou a tirar um pouco o foco de todas essas questões”.

Alexandre Liah, artista plástico responsável pela condução da atividade, explica que “essa é uma oportunidade que eles têm de expressar sentimentos que muitas vezes não têm espaço no nosso dia a dia”. Liah conta que muitos pintam o passado, uma memória afetiva, enquanto outros escolhem uma abordagem mais abstrata para lidar com os sentimentos aflorados durante o período no hospital. “Por mais que alguns se sintam inseguros no início, é só colocar um pincel em suas mãos e conversar um pouco que logo eles resgatam na memória o que querem dizer com a arte”, concluiu.




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