Pacientes do Centro Estadual de Atenção ao Diabetes - CEAD assistiram, na manhã desta segunda-feira, 4, a uma palestra sobre os sinais e sintomas de hipoglicemia e hiperglicemia, momentos de baixa e de alta concentração de açúcar no sangue, respectivamente. Durante a conversa, a equipe multidisciplinar reforçou os cuidados cotidianos necessários para prevenção e também deu orientações de como agir em casos de crise.
A enfermeira residente do Serviço de Endocrinologia, Ana Lúcia Reis, afirma que os conteúdos mais básicos ligados à dinâmica do paciente com a doença devem ser reforçados sempre que possível. “Não apenas conhecer por si, mas para ajudar alguém também, em um momento de necessidade”, disse. O recado principal que ela deixa para os pacientes, recém-diagnosticados ou não, é: “autoconhecimento é essencial, conhecer a própria doença, saber lidar com ela e, principalmente, entender a importância em aderir ao tratamento”.
Com apenas 22 anos de idade, Gease Silva convive com o diabetes desde os 9 e diz que “com a hipoglicemia, eu já passei uns maus bocados”. No dia a dia, com o passar dos anos, os cuidados cotidianos podem se afrouxar e nesse momento, é mais provável que surjam episódios de crise. “Se eu não estiver preparado, com alguma bala na mochila, preciso correr e procurar uma loja de conveniência”, compartilhou ao reforçar a importância dos cuidados cotidianos.
Sandro Regis de Almeida, paciente do Cead há mais de 10 anos, tirou todas suas dúvidas durante a palestra e dá o recado para aqueles recém diagnosticados: "atenção máxima aos sinais do diabetes, não podemos subestimar". Ao longo de mais de 30 anos convivendo com a doença, o paciente conta que sofreu muito com os efeitos colaterais da falta de compromisso com a rotina de cuidados. “Minha visão está baixa, já tive muitas dores nas canelas e muita dormência nas extremidades, notadamente nas mãos”, compartilhou.
“Na vida, você aprende de duas formas: ou pelo amor ou pela dor. Eu aprendi pela dor porque eu ignorei a doença. Hoje eu me cuido”, Sandro deixou o recado para aqueles recém-diagnosticados. “Se eu tivesse feito isso desde o início, talvez eu estaria agora com menos sequelas”, finalizou.