05/08/2025 - HGG promoveu formação sobre diretivas antecipadas e princípios éticos na Medicina Paliativa



Humanização do tratamento de doenças em estágio avançado e diálogos com familiares foram alguns dos temas abordados

O médico paliativista do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG, Iuri Schreiner, conduziu uma aula sobre diretivas antecipadas e princípios éticos na Medicina Paliativa. Essa área da saúde é voltada ao cuidado de pacientes com doenças em estágio avançado e tem se mostrado fundamental no HGG, contribuindo significativamente para a qualidade de vida e o acolhimento dos pacientes, com bons resultados em diversos tratamentos. No hospital, os Cuidados Paliativos já possui um espaço consolidado e está em constante aprimoramento. A formação, que integra o calendário anual da Comissão de Ética Médica da unidade, foi realizada no dia 28 de julho, em formato virtual, e foi destinada a médicos, residentes do HGG e demais profissionais de saúde interessados no tema.

Em linhas gerais, a aula levantou alguns dos maiores dilemas enfrentados na Medicina Paliativista. Foram abordados assuntos como: o diálogo com os familiares de um paciente que demanda mais medidas voltadas para seu conforto e o peso de determinados procedimentos e tratamentos na qualidade de vida. “Precisamos resgatar a humanização da medicina e do cuidado e as diretivas são um passo importante nessa direção”, explicou o médico responsável pela formação, o paliativista Iuri Schreiner

O especialista explica que, na ocasião, foram discutidas as diretivas antecipadas da vontade do paciente, e alguns pensamentos que distanciam a prática da discussão entre paciente e médico sobre o tema. “O registro no prontuário sobre como esse paciente gostaria de ser cuidado, o que é valor, o que é intolerável… Tudo isso é válido para nos direcionar quando esse paciente não puder mais responder por si”, compartilhou o especialista.

Um dos principais problemas, segundo Iuri, é que “o que vemos hoje é um cenário onde o paliativista é chamado quando o paciente está com doença avançada e incapaz de definir as diretivas” e por isso “perdemos a chance de fazê-lo protagonista da construção do seu cuidado”. Nesse sentido, se faz necessária a construção de um esforço coletivo para iniciar essa discussão em momento de estabilidade clínica do paciente. “Esse movimento é uma construção, leva tempo, precisa de preparo, da fundação do terreno, planejamento”, explicou.

A médica endocrinologista Cecília Pacheco Elias, que participou da aula, coloca o desejo do paciente como guia do tratamento a partir de certo ponto da evolução de uma doença, sempre em contato com a família. Em certos contextos, explica Cecília, o acolhimento e alívio de sofrimento se torna mais importante do que procedimentos mais desgastantes voltados a uma cura. Para ela é preciso “saber respeitar o que tem valor na vida desses pacientes, para que eles vivam com dignidade e qualidade”.




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