A equipe de Psicologia do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG promoveu, na tarde desta terça-feira (26), a palestra “Sufocados pelo vazio – a importância da presença em nós mesmos”, voltada para os colaboradores da unidade. A iniciativa buscou estimular a reflexão sobre a importância de se reconectar consigo mesmo, diante das exigências da rotina pessoal e profissional, que muitas vezes levam ao chamado “modo automático” de viver. “Ter essa consciência é o primeiro passo para a boa manutenção da nossa saúde mental”, destacou Larissa Ferreira, responsável pela palestra.
Segundo a psicóloga, é comum que, no dia a dia, as pessoas se deixem “sequestrar pela rotina”, perdendo o contato com seus próprios interesses. “Pode parecer pouco, mas isso acaba se transformando em uma panela de pressão ao longo do tempo”, exemplificou. A conexão consigo mesmo, explica Larissa, é essencial para prevenir o adoecimento mental. “O esforço para manter essa atenção plena em nós mesmos nos permite identificar nossas emoções e evitar que nos tornemos um turbilhão”, concluiu.
Elisângela Gomes atua como técnica de Enfermagem há 13 anos no HGG e conta que já teve uma crise de ansiedade que a fez desmaiar e ser conduzida para tratamento médico. “Eu estava cuidando de casa, de filho, vinha ao serviço já no piloto automático, e deixava minha vida por último”, compartilhou. Depois do susto, precisou de algumas mudanças de hábito. “Hoje eu faço acompanhamento com psicólogo e psiquiatra, faço academia e pilates. Estou cuidando de mim, sabe?”, concluiu reforçando a importância do autocuidado.
Wagna Teixeira, gerente de Educação Continuada do HGG, compartilhou que também viveu períodos de adoecimento mental, e as demandas profissionais somadas às exigências enquanto mãe são denominador comum. “Eu tô numa fase que meus filhos cresceram. Eu vivi tudo em função deles, e, agora, se eu não olhar pra mim, minha vida está vazia”, disse. Hoje, a busca pela reconexão consigo é um esforço cotidiano. “Se você for se atropelando, você começa a agredir as pessoas, vai levantando com raiva do outro, e eu não sou assim, eu sou alegre, eu sou feliz, eu canto, eu danço…”, concluiu.