28/08/2025 - Riscos do consumo de bebidas alcoólicas para pacientes diabéticos é tema de palestra no CEAD



Diagnóstico da doença não é sinônimo de proibição permanente, mas exige cuidados e moderação

Pacientes do Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD) participaram, na manhã desta segunda-feira, de uma palestra sobre os riscos do consumo de álcool para pessoas com diabetes. A residente em Endocrinologia, Lethícia Ribeiro, ressaltou que o diagnóstico da doença não significa, necessariamente, uma proibição permanente do consumo de bebidas alcoólicas e compartilhou orientações sobre um consumo responsável. “Desde que sigam as recomendações médicas, a ingestão moderada é possível”, afirmou.

Durante a palestra, a especialista alertou que tanto os pacientes com diabetes tipo 1 quanto aqueles com o tipo 2 podem enfrentar consequências graves em caso de consumo excessivo de álcool. Entre os riscos estão o aumento do colesterol, maior chance de acidente vascular cerebral (AVC), episódios de hipoglicemia, maior probabilidade de insuficiência renal aguda e risco elevado de cetoacidose diabética.

Lethícia reforça que o consumo de álcool deve acontecer quando o diabetes está controlado, nunca em jejum, e seguindo sempre a dose recomendada pelo sistema de saúde. “Uma taça de vinho, ou 330 ml de cerveja, ou 30 ml de destilados ao dia. Sendo uma dose para mulheres e duas para homens”, concluiu.

José Severiano Coelho, de 49 anos, não bebe mais hoje, mas já chegou a beber enquanto tratava o diabetes. “Me dava uns calafrios, dormência nas pernas, mas eu continuava bebendo”, afirmou. A doença avançou e o paciente precisou amputar o dedo do pé esquerdo, além de ter desenvolvido outra lesão no pé direito. “Agora estou cuidando mais da saúde, tomando os remédios certinho e já não bebo mais”, advertiu sobre os cuidados necessários para consumo de bebidas alcoólicas para pacientes diabéticos.

“O uso contínuo da bebida me levou a várias complicações”, conta Amilton Bueno, de 64 anos. Ele tinha o hábito de beber diariamente e isso, somado ao sedentarismo e à má alimentação, trouxe consequências ao longo prazo. “Tenho pé diabético, problemas renais, cardíaco e retinopatia diabética”, explicou. Para ele, os efeitos não surgiam imediatamente após o consumo de álcool, o que o fez postergar a decisão de abandonar a bebida. “Para quem tem o hábito de beber e acabou de ser diagnosticado com diabetes eu recomendo pôr a mão na consciência, porque a bebida não vai ajudar em nada”, concluiu




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