Equipes da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo participaram, na última terça-feira, 9 de setembro, de uma reunião científica com o tema Validação do processo de centrifugação de bolsas de sangue total utilizando a centrífuga Thermo Scientific 16-S no Hemocentro de Goiás. O gerente de processamento do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz - Hemogo, Leonardo Bruno Alves de Lima, trouxe discussões que buscam legitimar as produções ligadas ao aparelho de uso cotidiano nas unidades do Hemocentro.
O gerente de processamento do Hemogo explica que os diferentes componentes que são produzidos a partir da bolsa de sangue coletada do doador, como plasma e plaquetas, por exemplo, passam pelo processo de centrifugação em diferentes etapas.
O trabalho desenvolvido por Leonardo, que foi o responsável pela palestra, gira em torno do processo de “validação da produção de plaquetas realizada por essa centrífuga refrigerada”. Aceleração, freio, rotação e tempo de centrifugação são alguns dos parâmetros analisados para garantir a qualidade do produto final que, no caso das hemácias, vai tratar pacientes com alguma coagulopatia, como os casos mais severos de dengue.
Brunna Faria, que trabalha na área administrativa do Hemocentro, elogia a realização das reuniões científicas com diversos setores da rede. Para ela, isso aprimora a visão geral do trabalho realizado. “Foi falado sobre rotação e a frenagem e como isso afeta na separação dos componentes e eu lembrei da planilha de custos que eu faço o lançamento”, explicou. Por fim, Brunna finaliza: “Eu consigo visualizar o que eu faço de acordo com os relatórios dele. Dá para visualizar melhor todo o trabalho que ele teve”, concluiu.
Trabalhando diretamente na coleta de plaquetas, o enfermeiro Leonardo Rocha explica que “a calibração deste equipamento é de grande importância para o produto final, e, se não houver os parâmetros corretos na segregação, todo processo fica sem êxito”. Pensando nisso, o profissional elogia o desenvolvimento de trabalhos como o de Leonardo Bruno. “Ter esse trabalho científico usado como modelo lá fora, reforça os estudos no Estado de Goiás como referência no país”, concluiu.