A Unidade Móvel do Hemocentro de Goiás esteve em Inhumas no dia 13 de setembro, durante o Festival Camcrem. O público presente teve a oportunidade de doar sangue e realizar o cadastro como doador de medula óssea, fortalecendo a rede de solidariedade que salva vidas. Ao longo do dia, cerca de cinquenta pessoas se apresentaram para a doação de sangue, e sete novos cadastros de doadores de medula foram efetivados.
A prática recorrente da doação de sangue é algo que Alessandro Ramos, de 49 anos, herdou da família. Amigos de seu pai tinham um laboratório em Goiatuba e “sempre que eles ligavam, meu pai ia doar, quando tinha um acidente ou algo assim, até de madrugada”. O laboratório que recebia doações em Inhumas encerrou suas atividades e, por esse motivo, Alessandro comemora a passagem da Unidade Móvel na cidade. “Vim, fiquei só meia hora esperando e já doei”, finalizou sorridente.
Fabíola Pereira Costa, de 30 anos, doa sangue frequentemente desde que sua cunhada precisou de doações há alguns anos atrás. “Quando o de dentro de cada precisa”, comentou. Nesse sentido, ela elogia a passagem da Unidade Móvel em Inhumas. “A doação é rápida, não custa nada, e a gente sabe da importância desse trabalho, isso salva vidas”, afirmou. Para aqueles que querem realizar o ato solidário, mas sentem medo ou receio, ela encoraja: “Medo é algo que a gente consegue superar, temos que pensar no bem maior que estamos fazendo, que é um ato de amor mesmo”.
A enfermeira responsável pela coleta em Inhumas, na Unidade Móvel, Talita Basílio, reforça a importância do cadastro de doador de medula óssea. Ela explica que pessoas entre 18 e 35 anos, portando documento oficial, podem realizar o cadastro e que, “caso encontrem alguém compatível, os exames são refeitos para confirmar e só então a coleta é realizada, em ambiente hospitalar e com supervisão médica”. O processo é seguro e, assim como a doação de sangue, pode salvar vidas.