24/09/2025 - Dia Mundial da Sepse: HGG propõe roda de conversa com equipe multidisciplinar



Experiência de cada serviço serve como base para aprimoramento dos protocolos de prevenção e combate

Em alusão ao Dia Mundial da Sepse, a Comissão de Gerenciamento de Sepse do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG promoveu uma roda de conversa com a equipe multiprofissional da unidade. O objetivo foi discutir e aprimorar os protocolos de segurança relacionados à prevenção, diagnóstico e tratamento da infecção, sepse e choque séptico. Participaram do encontro representantes das equipes Médica, de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Psicologia, Biomedicina, Fonoaudiologia, Odontologia e Nutrição. Cada profissional compartilhou vivências e desafios enfrentados em sua área de atuação, contribuindo para a construção de estratégias mais integradas e eficazes no enfrentamento da sepse.

O subdiretor do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), médico Felipe Sousa, coloca os altos índices de mortalidade a nível mundial devido à sepse como um dos principais motivadores para as discussões realizadas. “Nós precisamos, enquanto profissionais de saúde, reconhecer o paciente com sinais de alerta em sepse para iniciar o tratamento o mais precoce possível”, destacou. Para ele, ficar atento a sinais como alteração do nível de consciência, taquicardia, mudança no ritmo de respiração e hipotensão nas horas iniciais do processo de infecção é decisivo. “Nesse contexto, cada minuto conta”, concluiu.

O contato mais direto e constante da equipe de Enfermagem com os pacientes é peça-chave na identificação e combate à sepse. A enfermeira Alessandra da Silva conta que a atenção ao comportamento do paciente, a comunicação com as outras equipes, supervisão dos acessos, abertura de protocolos, diálogo com os familiares, realização de coletas e administração de medicamentos são alguns dos passos fundamentais sob responsabilidade desses profissionais. A enfermeira entende que “a equipe multi funciona como peças-chave que devem ser articuladas para que todo o processo funcione adequadamente”.

A nutricionista Maria Cecília de Oliveira reforça o papel multidisciplinar na identificação e combate à sepse. A nutrição pode enxergar muitos sinais do processo de sepse durante os atendimentos à beira leito, como nível de preenchimento capilar, por exemplo. “É um papel para todos nós, todos somos responsáveis por essa identificação e sinalização desse processo”, pontuou. Uma vez identificado o caso de sepse, o principal desafio da Nutrição é “encontrar uma forma segura para ter uma intervenção nutricional nesse paciente, prevenindo qualquer complicação advinda da sepse”.

Amanda Frutuoso, enfermeira do SCIH, reforça a importância do preenchimento dos respectivos protocolos em caso de identificação de Sepse. “Na prática, a gente vê que é uma equipe muito dedicada, e que trabalha incansavelmente para cuidar desse paciente com sepse, e é por isso que precisamos reforçar a importância desses documentos, para termos indicadores para mostrar isso”, resume. A formalização dos processos realizados garante mais segurança ao paciente e à equipe, além de trazer o reconhecimento devido pelo esforço coletivo.




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