A equipe da Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) esteve no Hemocentro de Goiás na manhã desta quarta-feira, 24 de setembro. Em alusão ao Dia Mundial da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, a gerente da Central, Katiuscia Freitas, ministrou uma palestra sobre mitos e verdades relacionados ao tema. Em Goiás, o índice de recusa familiar à doação está entre os mais altos do país. Por isso, o diálogo aberto sobre a vontade de ser doador é uma das principais ferramentas para fortalecer essa rede de solidariedade que salva vidas.
“Em Goiás, 2500 pessoas aguardam por um órgão e tecido e a gente precisa que as famílias digam sim para a doação de órgãos”, explica Katiuscia. Ela conta que por trás do ‘não’ de muitas famílias existe desinformação, existe dor e existem pessoas que não foram acolhidas no hospital, portanto, é preciso um trabalho de conscientização sem julgamento. “Campanhas como essa são importantes, para que cada vez mais as pessoas possam conversar em casa sobre o desejo de ser doador de órgãos”, concluiu.
Ana Paula de Araújo, gerente de Análises Clínicas da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo, explica que “a agilidade dos profissionais do hemocentro é extremamente importante”. Como toda possível doação só é autorizada após a liberação dos resultados dos exames sorológicos realizados (24 horas por dia) no Hemocentro, o atraso nesse processo pode dificultar a conclusão do processo e trazer desistência por parte das famílias. “Quanto mais rápido a gente pega o material, processa e libera os resultados, mais rápido a Central de Transplantes vai poder ofertar nacionalmente e retirar os órgãos compatíveis”, resumiu.
Compreender o funcionamento da Central de Transplantes de Goiás é algo fundamental para todo trabalhador da Saúde a fim de “desmistificar conceitos que ainda geram receio na população”, afirma Marcelo Henrique Alvares, Gerente do Centro de Processamento Celular do Hemocentro de Goiás. “Além da técnica, é preciso lidar com famílias enlutadas de forma ética e sensível, algo que impacta diretamente a taxa de autorização”, finalizou.