Uma complicação menos conhecida e frequentemente negligenciada da diabetes é a perda auditiva. Pensando em debater sobre o tema, fonoaudiólogas do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG, realizaram no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (CEAD), uma palestra para pacientes e acompanhantes nesta sexta-feira, 3 de outubro.
Segundo a fonoaudióloga, Maria Luiza de Faria Paiva, em geral, os diabéticos têm duas vezes mais chances de desenvolver perda de audição leve a moderada e zumbido, do que com pessoas sem a doença. Isso torna a perda auditiva neurossensorial muito comum entre essas pessoas.
“A ligação ocorre porque a glicose em excesso, aumenta a insulina (que regula os níveis de açúcar no sangue) influenciam o funcionamento das células do ouvido interno e a regulação dos íons presentes na região, podendo prejudicar a circulação sanguínea e a função das células auditivas”, explica Maria Luiza. Controlar a glicose, realizar exames auditivos regulares e evitar exposição a ruídos intensos são algumas medidas para preservar a audição, como ressalta a fonoaudióloga.
Fátima Gaspar, 45 anos, que acompanhava sua filha no CEAD contou que ficou surpresa ao saber que o diabetes pode afetar a audição. “Eu não sabia desse risco. Sempre escutei sobre a doença também afetar a visão, os pés, e outras partes do nosso corpo, mas nunca algo sobre audição. É um alerta importante para a gente que convive com pessoa com diabetes”, afirmou.
Durante a palestra, a residente de fonoaudiologia do HGG, Thais Ventura, ressaltou que assim como é feito com a visão, e outras complicações da doença, diabéticos devem fazer o controle constante de sua audição. Isso inclui a realização de exames auditivos regulares. Quanto antes for identificada a perda, mais fácil será o tratamento, evitando danos maiores ao ouvido.