O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), ampliou a faixa etária para a disponibilização dos sensores para monitoramento de glicose em pacientes diabéticos. Antes ofertados a crianças e adolescentes com idades entre 2 e 14 anos, agora, os dispositivos também serão destinados ao público de até 16 anos, diagnosticado com diabetes tipo 1 e que seja atendido no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (Cead) do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG.
Nesta segunda-feira (20/10), novos kits com os sensores foram disponibilizados ao público-alvo. Entre os beneficiários, o Natanael Silva, de 16 anos. O estudante do primeiro ano conta que aguardava ansiosamente para usar o dispositivo, que irá substituir as mais de cinco picadas diárias nos dedos para medir a glicemia. “Ajuda bastante e é muito melhor”, disse. “Além das medições, tem a aplicação de insulina. Então é mais prático”, completou a mãe do adolescente, Jéssica Silva.
Além da entrega, o hospital também oferece um treinamento para todos os pacientes e familiares sobre como aplicar os dispositivos, o modo correto de uso e as funcionalidades. A Maria Celestina Gomes, mãe da Bárbara Gabrielly, de 16 anos, passou pela prática nesta segunda-feira. Ela explica que descobriu a doença da filha quando ela tinha 7 anos e que, desde que o sensor foi lançado, sonhava em comprá-lo. “Mas o custo era bem alto e não dava para manter, já que tem que trocar de 15 em 15 dias. Agora, como o HGG financiou pra gente, vai ser outra vida”, pontuou.
Referência nacional no atendimento aos pacientes diabéticos, o HGG é o primeiro hospital da rede estadual a oferecer os sensores de forma sistemática. O dispositivo é aplicado sob a pele, sem necessidade de picadas nos dedos ao longo do dia. O serviço disponível aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) faz parte do Programa de Monitoramento Contínuo de Glicose em Crianças e Adolescentes do HGG. A meta é beneficiar até 150 pacientes na faixa-etária mensalmente.
Cozinha experimental
Os pacientes também passaram, nesta segunda-feira, por uma aula na cozinha experimental do Cead, com a produção de alimentos específicos para pacientes com diabetes. Na ocasião, aprenderam como cozinhar um bolinho de batata doce com frango. Segundo a nutricionista da unidade, Anayse Amorim, o objetivo é promover a educação nutricional desde a infância e incentivar os pacientes a comerem melhor. “Nós estamos aqui para orientá-los, garantindo que eles façam melhores escolhas em relação a uma alimentação saudável”, ressaltou.
O Brasil é o terceiro país do mundo em casos de diabetes tipo 1 em crianças e adolescentes. A doença é mais comum na infância, geralmente a partir de 5 anos, até o começo da idade adulta.