21/10/2025 - Saúde sexual para pacientes diabéticos é tema de palestra no CEAD



Principais riscos para homens e mulheres, prevenção e impactos na saúde mental foram alguns dos pontos discutidos

Pacientes do Centro Estadual de Atenção ao Diabetes - CEAD participaram, na manhã desta quinta-feira, 16 de outubro, de uma palestra sobre diabetes e sexualidade. Durante a apresentação, a residente em Endocrinologia responsável pela ação abordou os principais riscos que a doença pode causar à vida sexual de homens e mulheres, além de destacar os cuidados diários essenciais para a manutenção da saúde sexual.

“A disfunção sexual é um marcador precoce de complicações vasculares”, afirma Catharine Garcia Lopes, responsável pela palestra, ao reforçar que “queixas sexuais em diabéticos devem sempre motivar investigação de risco cardiovascular global”. A especialista reforça que o diabetes interfere diretamente tanto na função sexual masculina quanto na feminina. Disfunção erétil, alterações na ejaculação, redução da libido e baixa na produção hormonal são alguns possíveis efeitos nos homens, enquanto a redução da lubrificação natural do corpo, dor durante a relação, baixa libido, dificuldade em atingir o orgasmo e maior risco de infecções genitais são sinais comuns nas mulheres.

Catharine explica que muitos dos cuidados necessários para preservação de uma boa saúde sexual estão ligados às precauções comuns do diabetes: “Controle metabólico rigoroso, mantendo a glicemia, pressão e colesterol dentro das metas, alimentação saudável, realização de atividades físicas regulares e uso correto de medicações”. Além disso, manter diálogo aberto com seu médico, dedicar atenção à saúde mental e aos conflitos dos casais podem ser fatores decisivos para conservar a sexualidade daqueles que convivem com o diabetes.

Um dos pacientes que assistiu à palestra, que preferiu permanecer anônimo, compartilha os impactos de conviver com o diabetes há mais de 10 anos em sua saúde sexual. Ele, que é casado, relata que é comum sentir a perda do apetite sexual e ter mais dificuldade para iniciar e manter ereções. “Isso afeta muito o casamento, acaba causando muito constrangimento”, afirma. Por esse motivo, ele alerta outros pacientes: “Temos que nos atentar, abrir os olhos para essa situação, porque o assunto da prevenção é algo necessário para ter uma boa resposta no ato sexual”.

O atendimento multidisciplinar oferecido pelo CEAD, que aborda os impactos da doença em todos os aspectos da vida desses pacientes, garante mais qualidade de vida ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS).




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