31/10/2025 - HGG promove semana de atividades pelo Dia Mundial de Cuidados Paliativos



Unidade de saúde é referência no serviço, ofertado no local pelo SUS desde 2014

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realiza, ao longo da semana, uma série de atividades em alusão ao Dia Mundial de Cuidados Paliativos, celebrado no segundo sábado do mês de outubro. Nesta terça-feira (28/10), a equipe que compõe a Ala de Cuidados Paliativos iniciou a Blitz Paliativa, com visitas a diversos setores da unidade, para tirar dúvidas e conversar com colaboradores e pacientes sobre o tema.

Durante a ação, que segue também nesta quarta (29/10) e na quinta-feira (30/10), os profissionais tiveram que responder uma questão importante: o que são os cuidados paliativos para você? Para a técnica em enfermagem da Clínica Médica, Ana Cléia Duarte, trata-se de “uma nova chance de ver a vida”.

“A clínica fala de uma abordagem para tentar melhorar a qualidade de vida do paciente, só que o cuidado paliativo para mim vai muito além do que só cuidar do corpo. É cuidar da mente, do espírito, dar ao paciente algo que ele não teve antes e dar a ele também um novo recomeço, com melhora de vínculo com a família, melhor afetividade. Isso é o que vale nos cuidados paliativos”, ressaltou.

Na visão do chefe do Serviço de Clínica Médica do HGG, Haroldo Silva de Souza, cuidado paliativo é “uma terapia de conforto”. “Eu acho que é uma terapia menos agressiva, usando basicamente o conforto do paciente, não necessariamente resolução [...] é difícil abordar a família, falar sobre morte, tirar aquele muro de silêncio, todas essas coisas, e a gente evoluiu muito depois de ter os cuidados paliativos”.

Segundo o médico paliativista Iuri Schreiner, o uso da morfina durante os cuidados paliativos ainda é uma grande dúvida dentre pacientes e colaboradores. Na visão do profissional, que acompanhou de perto a ação, muitas pessoas têm receio de administrar a medicação por medo de possíveis vícios, de que ela possa provocar queda de pressão e até levar ao óbito. Contudo, de acordo com o médico, a morfina é utilizada com o intuito de trazer o bem-estar e o controle do sofrimento dos pacientes.

“Quando utilizada de forma correta, em doses adequadas, ela ajuda muito no controle de dor, na sensação de falta de ar para pacientes que podem estar sofrendo com alguma condição do pulmão, algum tipo de derrame pleural, ou até mesmo alguns outros tipos de inchaço no corpo, pacientes que têm cirrose, insuficiência cardíaca, problemas renais [...] Então estamos conscientizando a equipe de que a prioridade é a gente manter esse paciente confortável, entendendo que tudo que fazemos por ele é com a intenção de aliviar esse sofrimento”, explicou.

Programação

Em 2025, a campanha do HGG traz o tema: “Cumprindo a promessa: acesso universal aos Cuidados Paliativos. O que temos feito no HGG?”. Além da Blitz Paliativa, a programação inclui uma palestra na quinta-feira (30/10), às 15h, no auditório do hospital, com a participação da médica Ana Maria Porto e do psicólogo Dimilsom Vasconcelos, ambos da Ala de Cuidados Paliativos.

“O objetivo é trabalhar essa conscientização no sentido de que nós, quando somos elegíveis a esse cuidado, temos o direito de receber. Embora esse cuidado ainda está muito a passos lentos, uma vez que são poucos serviços, poucos profissionais treinados para prestar essa assistência de qualidade. Então, anualmente, essas campanhas vêm para esclarecer, conscientizando a população, a comunidade e a unidade em geral, sobre o quanto o cuidado paliativo é importante na nossa vida”, destacou Dimilsom Vasconcelos.

Cuidados Paliativos

Em maio de 2024, a criação da Política Nacional de Cuidados Paliativos trouxe novo fôlego ao setor. A diretriz prevê financiamento federal, fortalecimento das redes locais e inserção dos cuidados paliativos na atenção básica. Mas a distância entre norma e prática continua grande.

“É uma política, realmente, que vem pra abordar e colocar em pauta todas as áreas, todas as atenções, todos os níveis, né? Desde a atenção primária até a terciária, que é onde nós nos encontramos. Até porque, antigamente, era realmente voltado somente pra essas pessoas que estavam em finitude ativa de vida. E a política nacional, ela veio com esse olhar para ganhar o público, ganhar os espaços e mostrar a importância que é a gente cuidar e humanizar até os últimos momentos da nossa vida”, finalizou a gerente da Ala de Cuidados Paliativos, gerontóloga Ana Laura de Souza.




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