Seis trabalhos científicos que nasceram da pesquisa de residentes do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG foram aprovados em congressos em Goiás e em Brasília. O 14° Congresso de Saúde Coletiva recebe quatro trabalhos produzidos com base em dados obtidos nos trabalhos de conclusão de residência nascidos do cotidiano da unidade de saúde, enquanto o Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Goiás (Conpeex UFG) conta com dois títulos dessa natureza aprovados. Esses trabalhos surgiram de uma parceria entre as residentes egressas Maria Clara Dourado e Jordanna Ferreira, sua tutora no HGG Daianna da Mata, e a pesquisadora Raquel Schincaglia da UFG.
Os títulos aprovados para o 14° Congresso de Saúde Coletiva, em Brasília, foram: Associação entre circunferência da cintura, inflamação sistêmica com a incidência de síndrome metabólica em pacientes submetidos ao transplante renal; Relação do Estado Nutricional com a presença de Síndrome Metabólica em Pacientes Renais crônicos transplantados; Atividade Física e Síndrome Metabólica em transplantados renais: uma associação estratégica para redução dos riscos cardiometabólicos; e Estado Nutricional de pacientes renais transplantados: análise antropométrica e bioquímica. Dos quatro trabalhos aprovados aqui, três são na modalidade apresentação oral.
Para o 22° Conpeex UFG, foram selecionados para apresentação no formato pôster os trabalhos: Análise da prevalência da síndrome metabólica em homens e mulheres com transplante renal; e Síndrome metabólica em transplantados renais: prevalência, perfil lipídico e fatores associados.
O Conpeex UFG aconteceu dos dias 04 a 07 de novembro, no campus Samambaia, em Goiânia, enquanto o 14° Congresso de Saúde Coletiva, sediado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) em Brasília, vai do dia 27 de novembro até 3 de dezembro.
Desenvolvimento da pesquisa
Os resumos aprovados fazem parte dos trabalhos de conclusão da residência conduzidos nos anos de 2021 e 2022, explica Daianna da Mata, tutora de Maria Clara e Jornada à época. “Professora Raquel, da UFG, e eu nos dedicamos à parte de revisão, formatação, construção do texto e análise estatística, enquanto as residentes focaram na coleta de dados e na escrita dos trabalhos”, resumiu.
“O HGG permite que o residente atenda em todas as alas do hospital, o que é um diferencial muito importante, fazendo com que o residente tenha uma experiência ampla na área”, afirmou Jordanna Ferreira. Para ela, a associação entre a prática e o ensino deve acontecer a fim de criar profissionais cada vez mais preparados para a realidade do hospital. “O hospital escola permite a união da teoria com a prática, já que se estudam e discutem casos reais, mas a teoria é revertida ao hospital por meio de estudos e protocolos ”, finalizou.
A nutricionista Maria Clara Dourado, à época residente do HGG, explica que a pesquisa foi feita inteiramente com pacientes do hospital. “Nós convidávamos os pacientes que internavam na Central de Transplantes para participar”, pontuou. Foram realizadas aplicações de questionários nos pacientes, avaliações físicas, além da realização de exames para dar seguimento à produção dos trabalhos. “A maior contribuição dessa pesquisa foi mostrar, reforçar, a importância do acompanhamento nutricional após o transplante”, resumiu uma das autoras.