17/11/2025 - Rede Hemo reforça integração entre assistência, ensino e pesquisa em nova Reunião Científica



Palestra do médico Antônio Carlos Ximenes destacou a importância da metodologia científica dentro das unidades do Hemocentro de Goiás

Colaboradores da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo participaram, na manhã desta terça-feira, 11 de novembro, de mais uma edição da Reunião Científica. Dessa vez, o médico Antônio Carlos Ximenes trouxe o tema da Metodologia Científica para o centro das discussões. O compromisso com o rigor dos métodos garante, segundo conta o especialista, mais sucesso na divulgação de resultados e na união do tripé assistência-ensino-pesquisa dentro das unidades do Hemocentro de Goiás. Os trabalhos científicos que nascem dentro das unidades da rede, com base no cotidiano com o doador/paciente, possuem grande potencial para influenciar as práticas de saúde em todo o país.

Reconhecido como um dos principais nomes da medicina goiana e com destaque nacional, o médico Antônio Carlos Ximenes construiu uma trajetória marcada por um sólido legado de conhecimento científico e décadas de dedicação às unidades estaduais de saúde, sempre em prol dos usuários do Sistema Único de Saúde. Neste ano, ele passou a integrar também o Conselho Administrativo do Idtech, gestor da Rede Hemo, ampliando sua contribuição para o fortalecimento da gestão e para o avanço das práticas de assistência, ensino e pesquisa no estado.

O assistente administrativo Pedro Walax está concluindo sua graduação em Química no Instituto Federal de Goiás (IFG) e enxergou no cotidiano do seu trabalho no Hemocentro uma oportunidade de pesquisa. “O gerente do Processamento de Celular comentou sobre o uso do DMSO, que é um reagente que ele usa lá para fazer a conservação da célula da medula óssea. Onde eu estudo, a gente utiliza esse reagente e lá a gente já tem todo um cuidado para não tocar na pele porque ele é tóxico”, compartilhou. Pacientes transplantados acabam recebendo porção desse reagente durante a transfusão e tem reação adversa devido a isso. A ideia de Pedro seria “procurar um outro reagente que tenha característica similar para que o paciente tenha menos reação”.

Eventos dessa natureza “não só fortalecem a integração entre os setores, mas também incentivam o engajamento dos colaboradores, despertando o interesse por pesquisa e aprimoramento profissional”, afirmou Karolynne Martins Bezerra, secretária da Diretoria de Ensino e Pesquisa da rede. Ela conta que essa integração entre os setores e, consequentemente entre assistência, ensino e pesquisa, é fundamental para o aprimoramento do serviço prestado na unidade de saúde.

Ximenes, reumatologista com doutorado pela USP e responsável pela palestra, afirma que o Hemocentro de Goiás possui “uma base muito boa na assistência e agora no ensino, então estamos com uma boa perspectiva para a pesquisa”. Nesse sentido, a discussão das metodologias científicas é ponto cabal para esse desenvolvimento científico. “É um tema muito importante para quem está ligado ao ensino e à área acadêmica, seja numa estrutura que tem ou não relação com alguma universidade”, concluiu.




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