18/12/2025 - Conscientização sobre a doação de medula óssea marca edição do Saúde na Praça



No Brasil, 5,9 milhões de brasileiros são cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

Com foco na Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG realizou, nesta terça-feira, 16 de dezembro, mais uma edição do projeto Saúde na Praça. A ação, realizada na Praça Abrão Rassi, contou com a participação do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz em uma manhã de serviços e orientações à população.

De acordo o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea no Brasil (Redome), existem atualmente 5,9 milhões de brasileiros cadastrados. A doação pode ajudar cerca de 80 pessoas com doenças distintas, como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, aplasia de medula e imunodeficiências. O transplante compreende a substituição da medula óssea doente por células saudáveis, a fim de restabelecer a medula óssea.

A nutricionista Isadora Almeida, que marcou presença na ação, é cadastrada como doadora de medula óssea desde 2024, quando também participou de uma edição do Saúde na Praça. Desde então, ela aguarda com expectativa o dia em que poderá ajudar outras pessoas. “Pela dificuldade de achar pessoas compatíveis e por ser um processo indolor em que a gente vai contribuir para ter a cura do paciente, acho que é muito importante fazer esse cadastro”, pontua.

Segundo a médica hematologista do HGG, Isadora Correa, para a doação de medula óssea é feito primeiro um cadastro, que pode ser realizado no Hemocentro, onde é feita a coleta de sangue. O cadastro para doação de medula pode ser feito dos 18 até os 35 anos e a doação da medula, para quem já está cadastrado dentro da faixa etária, pode ser realizada até os 60 anos.

“A partir desses dados genéticos que são coletados nessa amostra de sangue, é feita uma compatibilidade com quem está precisando realizar o transplante de medula. Selecionada essa pessoa como um potencial doador, ela passa por consulta médica, realiza exames para ver se está apta ou não para doação de medula. E aí ela vai prosseguir para doação, que hoje em dia, com a evolução da técnica, na grande maioria das vezes é feito como uma doação de sangue, pela veia do braço. O sangue entra numa máquina e aí essa máquina separa a medula”, explica.

Serviços

Durante o Saúde na Praça, a população teve acesso a serviços como aferição de pressão arterial e teste de glicemia, além de atendimento e orientações com profissionais das áreas de enfermagem, nutrição, fisioterapia, psicologia, fonoaudiologia e medicina. Foram feitos ainda esclarecimentos sobre a doação de medula óssea, incluindo critérios para se tornar um doador e etapas do processo.

Outra pessoa que participou da ação foi a Betina Gisela Gruberman, de 68 anos. A idosa, que já é paciente do HGG, aproveitou a oportunidade para conferir como estava a pressão e a glicemia. “Porque são doenças silenciosas, a gente tem que estar sempre atenta. E com a minha idade é uma questão de bom senso poder fazer esse tipo de exame e estar controlando”, destacou.




© IDTECH, Hospital Estadual Alberto Rassi/HGG, Hemocentro de Goiás - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Ícone de acessibilidade

Acessibilidade