O laboratório HLAGYN, prestador de serviços para o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG e para a Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo, conquistou a acreditação internacional da Federação Europeia para Imunogenética (EFI). A conquista coloca o laboratório em destaque, já que é o primeiro em todo o Centro-Oeste (e segundo no Brasil) a atender os padrões de qualidade estabelecidos pelo órgão referência em imunogenética, histocompatibilidade e transplantes.
Marcelo Henrique Álvares, gerente do Centro de Processamento Celular do Hemocentro de Goiás, informa que a unidade passou a realizar o exame de dosagem de CD34+ em parceria com o HLAGYN, recentemente acreditado; essencial no contexto do Transplante de Medula Óssea (TMO), o exame permite a quantificação de células progenitoras hematopoéticas, sendo decisivo para a indicação, o monitoramento e o sucesso do procedimento, e o laboratório, único em Goiânia com essa acreditação, oferece resultados com alto padrão de confiabilidade e liberação em até duas horas, garantindo agilidade na tomada de decisão clínica e maior segurança aos pacientes.
Gerente de Laboratório e Análises Clínicas do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG, Rafael Praxedes, explica que, além dos exames ligados à compatibilidade para transplantes (CD34+), a unidade de saúde também conta com o HLAGYN para realização de exames PCR para covid-19, com liberação de resultados em até seis horas. “Essa acreditação reforça o compromisso com a excelência técnica, a segurança e a qualidade dos serviços prestados aos seus pacientes”, concluiu.
A ampliação do número de laboratórios acreditados representa o fortalecimento de uma rede internacional voltada para atuação com transplantes. Fernando Vinhal, Diretor Técnico do Laboratório HLAGYN, destaca que o Brasil é o quarto país com maior número de doadores voluntários e que, até pouco tempo atrás, realizava seus exames sem selos de acreditação internacional. “Era uma barreira para equipes internacionais de transplantes, principalmente medula óssea”, comentou. Após o surgimento da Associação Brasileira de Histocompatibilidade e Imunogenética - ABHI, afirmou, as acreditações internacionais começaram a ser aprovadas e os resultados dos exames feitos no país passam a ser aceitos mais rapidamente por instituições estrangeiras, agilizando muitas vezes quaisquer procedimentos de saúde ligados aos transplantes.
“Na prática, isso significa que o paciente passa a contar com exames realizados sob critérios rigorosos, utilizando metodologias validadas e submetidas a controle contínuo de qualidade, o que reduz significativamente o risco de erros e aumenta a precisão diagnóstica”, sintetizou Érika Camargo, Supervisora de Qualidade do Laboratório HLAGYN.